A transformação da linguagem dos diferentes meios é uma questão polêmica, e precisa ser muito bem embasada para conter sentido.
Na aula de hoje, o tema gerou polêmica, e estimulou uma reflexão que pode ser considerada essencial nos “novos” tempos: as linguagens e os meios.
Terá o jornal sido ultrapassado pelo meio virtual? Para os “tradicionalista”, que não deixam de ser nostálgicos, pode ser que sim, no entanto, para a geração internet, é um movimento natural, e talvez, o único utilizado.
Para se colocar no contexto atual, o meio impresso transpôs a linguagem, ou, utilizou-se de outro transporte, a web, porém, ainda está se adaptando a esse novo formato.
Utilizando o jornal O Globo Online, analisado e discutido em sala de aula, a comparação se torna esclarecedora e um tanto quanto questionável.
Para utilizar o exemplo sem tentar impor uma visão, é interessante analisar O Globo sob um mesmo aspecto visto sob dois ângulos diferentes: a interatividade do formato em uma linguagem conhecida (como a simulação da virada de página, e também, do acesso à matéria através do clique no título), e ao mesmo tempo, a transposição exata do formato para um meio diferente. O suporte mudou, no entanto, a linguagem visual é absolutamente a mesma. Agora o título desta reflexão se encaixa muito bem: será esta forma de apresentação ultrapassada ou uma forma de cultivar o que é tradicional?
É sabido que o formato online apresentado poderia ter explorado de uma maneira muito mais ampla a linguagem web, porém, é interessante considerar se a intenção em fazer essa “exploração” existe. Acredito, agora sendo escancaradamente opinativa, que a apresentação escolhida pelo site não é mera acomodação. A escolha parece ser uma tentativa de mudar, aos poucos, sem ser radical, a escolha de suporte dos leitores. Tentar atrair os olhos para uma nova linguagem apresentada de uma maneira que possa ser reconhecida por quem se considera “tradicionalista”, e, aos poucos, agregar e explorar a nova linguagem, o hipertexto. Quem sabe esta não é uma tentativa de educar o olhar para a transformação, ou a transposição de um meio para adequação à uma nova era?